quinta-feira, 8 de abril de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

2010 O ANO DE VENUS


2010

Vai ser mesmo um ano importante porque vai representar um desses momentos em que a realidade muda radicalmente e a história também toma outra direção.

Regido por Vênus, que representa a senhora do amor e da imaginação, 2010 vai ser um ano extraordinariamente criativo, mas vai ser também um ano de crises.

Quatro gigantes do céu vão estar em desarmonia. A tensão entre Plutão, Saturno, Urano e Júpiter só tem paralelo com a que estava no céu em 1930, mas isso não significa que vamos viver outra Grande Depressão.

O que 2010 vai ter em comum com 1930 é a intensidade dos acontecimentos, tanto para o bem como para o mal. Pode ser uma nova (e diferente) manifestação da crise econômica ou uma descoberta científica tão importante como foi o domínio da energia nuclear.

Pode vir uma catástrofe natural de grandes proporções ou uma “virada” radical na maneira como enfrentamos a degradação do meio ambiente.Para os que cultivam a vida espiritual, o encontro entre Júpiter e Urano pode representar uma iluminação.

Para os artistas, a descoberta de novas linguagens para expressar as inspirações que vão chegar do céu. Para os que estão envolvidos nos processos sociais, uma nova forma de fazer política.

A única coisa certa é que as mudanças que vêm aí vão nos obrigar a pensar diferente, descobrir outra maneira de estar no mundo. Para cada um dos signos do Zodíaco, essa luta de gigantes vai se manifestar em determinadas áreas da vida.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Saturno, ou Chronos em grego, o "Senhor do Tempo", nos torna sábios quando temos maturidade, paciência, humildade e perseverança suficientes para construir uma ponte entre nós e o objetivo/missão de vida que queremos alcançar. Por isto que, no nosso mapa astrológico, este planeta é um sábio construtor quando nos responsabilizamos pelos nossos atos, ou encarrega-se de nos frustar e deprimir, se estamos desconectados com nossa essência e não compreendemos que a demora ou os atrasos, comuns em nossa vida, são dádivas do Senhor do Tempo para elaborarmos com mais eficiência nosso objetivo realizador, de maneira isolada e introspectiva.




O depressivo na contramão[O tempo é o tecido de nossas vidas]Eliane Brum

Em seu último livro, “O Tempo e o Cão – a atualidade das depressões” (Boitempo, 2009), a psicanalista Maria Rita Kehl nos provoca com uma hipótese sobre a qual vale a pena pensar: a depressão, que vem se tornando uma epidemia mundial desde os anos 70, pode ser a versão contemporânea do mal-estar na civilização. Ela teria algo a dizer sobre a forma como estamos vivendo e sobre os valores da nossa época. Para além da patologia, a depressão pode ser vista também como um sintoma social. O que nossa época nos exige? Euforia, confiança, velocidade. Temos de ser pró-ativos. O que ela nos promete? Se soubermos traçar nossas metas e construir nossa estratégia, atingiremos o sucesso. Se produzirmos e consumirmos, alcançaremos a felicidade. Ser feliz deixou de ser uma possibilidade esporádica para se tornar uma obrigação permanente. Para nós, seres desta época, nada menos que o gozo pleno. Fora disso, só o fracasso.

E o fracasso, este é sempre pessoal. Se não alcançamos o que nos prometeram no final do arco-íris é porque cometemos algum erro no caminho. E fracassar, como sabemos, passou a ser não um fato inerente à vida, mas uma vergonha.O depressivo, neste contexto, é a voz dissonante. É o cara na contramão atrapalhando o tráfego, como na letra de Chico Buarque. Como diz Maria Rita, é aquele “que desafina o coro dos contentes”. Ela afirma, logo no início do livro: “Analisar as depressões como uma das expressões do sintoma social contemporâneo significa supor que os depressivos constituam, em seu silêncio e em seu recolhimento, um grupo tão ruidoso quanto foram as histéricas no século XIX. A depressão é a expressão do mal-estar que faz água e ameaça afundar a nau dos bem-adaptados ao século da velocidade, da euforia prêt-à-porter, da saúde, do exibicionismo e, como já se tornou chavão, do consumo desenfreado”. Neste sentido, a mera existência do depressivo aponta, nas palavras da psicanalista, a má notícia que ninguém quer saber. Se basta ser pró-ativo, bem-sucedido e saudável, por que tantos e cada vez mais, como mostram as estatísticas, são classificados como depressivos?

“A depressão”, diz Maria Rita, “é sintoma social porque desfaz, lenta e silenciosamente, a teia de sentidos e de crenças que sustenta e ordena a vida social desta primeira década do século XXI. Por isso mesmo, os depressivos, além de se sentirem na contramão do seu tempo, vêem sua solidão agravar-se em função do desprestígio social da sua tristeza”.

Cada época cria seus proscritos. Na época da euforia e da velocidade, nada mais desafinado do que um depressivo. Se, em vez de hoje, o depressivo, então chamado de melancólico, vivesse no romantismo do final do século XVIII, “estaria tão adequado à cultura e aos valores de sua época quanto um perverso hospedado no castelo do marquês de Sade”.

Hoje, porém, os depressivos parecem ser não só o portador de uma má notícia, mas de uma doença contagiosa. Quem quer ter por perto alguém que sofre em um mundo cuja existência só se justifica pelo sucesso e pela felicidade plena? Num mundo em que todos têm de estar “de bem com a vida” para merecer companhia?

O depressivo não apenas sofre, mas silencia num mundo em que as pessoas preenchem todos os espaços com sua voz. E não apenas silencia, mas em vez de preencher seu tempo com dezenas de tarefas, uma agenda cheia, se amontoa no sofá da sala e nada quer fazer. Não só é lento, como chega a ser imóvel. Sua mera existência nega todos os valores propagandeados dia após dia ao redor de nós – e também pelo nosso próprio discurso afirmativo e de autoconvencimento.

Ao existir, o depressivo faz uma resistência política passiva ao establishment. Obviamente, ele não é um ativista nem tem consciência disso e preferiria não sofrer tanto. O que Maria Rita nos propõe é enxergar a depressão para além dos aspectos clínicos. Enxergar também como sintoma da sociedade em que vivemos. Como a ótima psicanalista que é, o que ela nos propõe é ouvir. Neste caso, ouvir o que a depressão tem a nos dizer quando escutada como sintoma social, como expressão de um mal-estar no mundo. Os medicamentos podem fazer enorme diferença nas depressões graves num primeiro momento, para arrancar da apatia e possibilitar uma elaboração dessa dor que permita lidar com a vida de uma forma menos paralisante.

Inclusive para romper com o imobilismo e buscar uma escuta pela psicoterapia ou pela psicanálise. Os medicamentos antidepressivos têm sua hora, seu lugar e sua importância. Mas acreditar que a medicação resolve tudo é calar a dor de quem a vive. E, no âmbito social, é ignorar o que ela diz sobre o que há de torto em nosso mundo.

Afirmar que a indústria farmacêutica resolve tudo é silenciar o impossível de ser silenciado, como prova a escalada das estatísticas da depressão. Na esfera social, significa dizer que é uma ótima vida correr desde que acorda até a hora de dormir, sem ter um minuto sequer para elaborar o que de bom e de ruim viveu naquele dia. Sem tempo para viver a experiência. Ou, como diz Maria Rita, vivendo no tempo do Outro.Acreditar que a epidemia mundial de depressão pode ser erradicada com pílulas é afirmar que no nosso mundo nada falta.

E um pouco mais grave que isso: é acreditar não apenas que é possível atingir uma vida em que nada falte, como atingi-la é uma mera questão de adaptação, pró-atividade e saúde. No âmbito do indivíduo, tratar a depressão apenas com medicamentos é tornar ilegítima a sua dor. É dizer ao depressivo que o que ele sente não merece ser ouvido porque é produto apenas de uma disfunção bioquímica. É reforçar a crença de que o depressivo não tem nada a dizer sequer sobre ele mesmo. É cristalizar o estigma. Sem contar que tentar calar os sintomas da depressão à custa de remédios leva ao embotamento da experiência, ao esvaziamento da subjetividade.

O que se sente é silenciado – e não elaborado. E, ainda que alguém achasse que vale a pena se anestesiar da condição humana, o efeito do remédio, como bem sabemos, é temporário.Para algumas pessoas, encontrar médicos que resolvem tudo apenas com pílulas vai ao encontro de suas próprias crenças – e de sua necessidade de proteção. É mais fácil acreditar ser vítimas de uma doença, uma disfunção que está fora deles, a pensar que é um pouco mais complexo e mais difícil de lidar do que isso. É mais fácil do que aceitar que ele, como sujeito psíquico, está implicado neste mal-estar. Eu tomo remédio e não preciso pensar que algo me incomoda. Eu engulo uma pílula e não preciso lidar com a inadequação que me faz sofrer.

É possível compreender que, para quem já está na contramão do mundo e é visto muitas vezes como um estorvo, ajuda não ter ainda mais essa “culpa”. Tranqüiliza pensar que aquela dor que está sempre ali foi causada por uma disfunção involuntária dos neurotransmissores. E que pode ser resolvida com um comprimido. O problema é que a realidade mostra que não é tão simples assim. Quem já fez tratamento com antidepressivos sabe que “curar” uma depressão não é o mesmo que tratar de uma micose ou mesmo de uma pneumonia. Não basta tomar remédio: é preciso expressar a dor, é necessário elaborar o sofrimento e, em geral, mudar a vida ou a forma de olhar para a vida e para si mesmo.

Ao conversar com minha filha, também psicanalista, sobre esse tema, ela fez um comentário que cabe neste contexto. “É curioso como os filmes de ficção científica sempre usaram aquela imagem terrorífica de seres humanos levando uma injeção na nuca e se tornando embotados. Isso era assustador e nos assustava”, disse. “Agora, o que assustava passou a ser a vontade das pessoas. Elas querem tomar uma pílula, ou uma injeção na nuca, e ficar embotadas.”

Maria Rita sugere que vale a pena para todos – e não apenas para os depressivos – pensar o que a depressão está nos dizendo sobre nosso mundo. É isto ou continuar assistindo, impotentes, ao crescimento da epidemia, que atinge não apenas adultos, mas adolescentes e crianças, cada vez mais cedo. É preciso prestar atenção nesse mal-estar no mundo, escutá-lo, de verdade e com verdade, sem cair nos contos de fadas contemporâneos que transformam todos os monstros em déficits bioquímicos. Ao contrário de todas as profecias, a indústria farmacêutica não vai nos salvar de uma vida sem vida.

O livro de Maria Rita Kehl é complexo e vai muito além destas minhas primeiras interpretações. Uma das questões mais originais é a relação entre a depressão e o tempo. O depressivo seria também aquele que se recusa a se inserir no tempo do Outro. O nome do livro – O Tempo e o Cão – vem da experiência pessoal da psicanalista, ao atropelar um cachorro na estrada. Ela viu o cachorro, mas a velocidade em que estava a impedia de parar ou desviar completamente dele.

Conseguiu apenas não matá-lo. Logo, o animal, cambaleando rumo ao acostamento, ficou para trás no espelho retrovisor. É isso o que acontece com as nossas experiências na velocidade ditada pela nossa época. Diz Maria Rita: “Mal nos damos conta dela, a banal velocidade da vida, até que algum mau encontro venha revelar a sua face mortífera. Mortífera não apenas contra a vida do corpo, em casos extremos, mas também contra a delicadeza inegociável da vida psíquica. (…) Seu esquecimento (do cão) se somaria ao apagamento de milhares de outras percepções instantâneas às quais nos limitamos a reagir rapidamente para em seguida, com igual rapidez, esquecê-las. (…) Do mau encontro que poderia ter acabado com a vida daquele cão, resultou uma ligeira mancha escura no meu pára-choque. (…) O acidente da estrada me fez refletir a respeito da relação entre as depressões e a experiência do tempo, que na contemporaneidade praticamente se resume à experiência da velocidade”.

Por coincidência, estava zapeando na TV ontem à noite (domingo), quando encontrei a psicanalista no Café Filosófico da TV Cultura, um dos melhores programas da TV aberta. Lá, ela fez algumas considerações muito interessantes. Anotei duas delas para acrescentar a esta coluna. “Nos dizem que ‘tempo é dinheiro’. Ora, tempo não é dinheiro. Dizer que tempo é dinheiro é uma violência”, afirmou Maria Rita. “Tempo é o tecido de nossas vidas”.. E um pouco mais adiante: “Em qualquer sociedade, o poder se instaura por alguma forma de controle do tempo”.

Quem quiser ler o livro de Maria Rita Kehl precisa saber que é um livro difícil. Não se lê fácil como uma daquelas obras de autoajuda.. Exige tempo, parada, reflexão. Para quem é leigo, é preciso ler e reler alguns trechos, voltar. Talvez até pular algumas partes que, depois de ler e voltar e reler, ainda assim não alcançamos. Mas vale todo o esforço. Aprendi algo sobre isso, na semana passada, ao ouvir Benjamin Moser, autor da recém-lançada (e excelente!) Clarice, (CosacNaify, 2009), uma biografia de Clarice Lispector. Ele contou que os livros que mais gosta da escritora são os mais difíceis, aqueles que teve de ler para escrever a biografia, e não os primeiros que leu e compreendeu de imediato.

Então, disse algo mais ou menos assim: “Os escritores têm de nos alcançar, mas nós também temos de alcançar os escritores”. Achei genial. E acho que é isso. Vale a pena essa busca para alcançar alguns escritores e suas vozes a princípio obscuras. Alcançar alguém é sempre uma experiência rica – e intransferível. O livro de Maria Rita Kehl, assim como os livros mais estranhos de Clarice Lispector, vale porque ao final deste esforço há uma voz original, dissonante de todas as mesmices que ouvimos – e eventualmente repetimos. Para mim, que acordo todos os dias – e especialmente na segunda-feira – pensando em como não sentir mal-estar em um mundo tão brutal, que exige uma velocidade que me rouba a vida, fez todo o sentido.

Só consigo viver por que a cada dia minha questão crucial não é me adaptar a um tempo que não é o meu. Mas encontrar formas de me recusar a viver segundo valores que para mim não fazem sentido. É esta busca – e esta insubordinação – que me mantém em pé, ainda que cambaleando, às vezes, como o cachorro atropelado por Maria Rita, e até caindo, de tempos em tempos.Dias atrás, ao conversar com meu amigo Toco Lenzi, um homem que como poucos recusa os valores e a velocidade desta época, ele me contou uma história de sua última passagem pelo Saara, na Mauritânia, que cabe aqui.

Toco atravessa o Saara a pé, da Mauritânia a Tunísia, em etapas e sem nenhuma pressa, com nenhum outro objetivo além de viver a experiência de atravessar o Saara a pé. Eu o acompanhei na primeira parte desta jornada para escrever um livro que ainda está no começo. Toco conheceu um tuaregue que havia deixado o Saara e vivido – muito bem – na Europa. Apesar do que teria sido considerado um sucesso pela maioria de nós, ele resolveu voltar ao deserto e ao antigo modo de vida. Toco perguntou a razão. Ele respondeu: “Vocês têm relógio, nós temos tempo”.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Planetas parecidos com a Terra fora do Sistema Solar


Concepção artística da Nasa mostra um planeta com massa semelhante à de Júpiter. Cinco exoplanetas com essa proporção foram descobertos pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa.


Batizados de Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b, eles têm temperaturas entre 2.200 e 3.000 graus Fahrenheit, por isso é improvável que contem com alguma forma de vida.


O equipamento foi lançado em março de 2009 para detectar planetas parecidos com a Terra fora do Sistema Solar

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Astrônomos acham estrela 35 vezes mais quente que o Sol


Astrônomos acham estrela 35 vezes mais quente que o Sol

Astrônomos da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriram uma das estrelas mais quentes da galáxia, com temperaturas 35 vezes maiores do que o Sol.

Segundo os cientistas do centro de pesquisas Jodrell Bank Centre for Astrophysics da universidade, esta é a primeira vez que a estrela, que fica na nebulosa Bug, foi observada e retratada. A sua temperatura é superior a 200 mil graus Celsius.

"Esta estrela foi muito difícil de ser encontrada porque ela está escondida atrás de uma nuvem de poeira e gelo no meio da nebulosa", disse o professor Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester.

De acordo com ele, nebulosas planetárias como a Bug se formam quando estrelas que estão morrendo ejetam gás no espaço. Sorte "Nosso Sol vai fazer isso em cerca de cinco bilhões de anos. A nebulosa Bug, que está a cerca de 35 mil anos luz na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares."

Zijlstra e sua equipe usaram o telescópio Hubble para encontrar a estrela. Em setembro, o telescópio foi reformado, com a instalação de mais uma câmera.

As imagens capturadas pelo Hubble serão publicadas na próxima semana na revista científica Astrophysical Journal. "Nós fomos extremamente sortudos que tivemos a oportunidade para capturar esta estrela próximo ao seu ponto mais quente. De agora em diante ela vai se resfriar na medida em que vai morrendo", disse o autor do artigo, Cezary Szyszka, que trabalha no European Southern Observatory.

"Este é um objeto verdadeiramente excepcional." Segundo o cientista Tim O'Brein, da Universidade de Manchester, ainda não se sabe como uma estrela do tipo ejeta sua massa para formação de nebulosas.

sábado, 31 de outubro de 2009

Saturno ingressa no signo de Libra. E?

por Mônica Schwarzwald

Logo depois de virar manchete nas publicações científicas pelo descobrimento do seu anel mais gigantesco distante 6 milhões de quilômetros do planeta, Saturno completa seu trânsito pelo signo de Virgem, onde esteve estruturando, amadurecendo ou restringindo os assuntos deste signo desde setembro de 2007, e ingressa em Libra no dia 29/10, por volta das 16 horas (horário de verão em Brasília).

Para aqueles que têm algum planeta pessoal nos signos de Virgem, Peixes, Gêmeos e Sagitário (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus ou Marte), ou até mesmo o Ascendente ou o Meio-do-Céu, a sensação é de que livraram-se de um “abacaxi”, uma espécie de “freio-de-mão puxado” ou um pessimismo que parecia não ter mais fim. Todos os problemas sobrecarregavam-lhes até a exaustão e, por mais que sofressem para reparar os danos ou fizessem o melhor possível em determinada situação, não eram reconhecidos. A partir de agora, façam uma análise imparcial dos últimos 2 anos: as exigências, o esforço, a auto-crítica ou a critica recebida dos outros e o trabalho, valeram a pena? Dependendo de como vocês encararam estas “cobranças” , não tornaram-se pessoas mais maduras, especializadas e seguras em suas atividades, especialmente, no trabalho que executam? Não deixaram para trás rotinas estafantes, empregos que não permitiam a realização do seu verdadeiro potencial? Estão mais adeptas a uma vida saudável para prevenirem doenças que se originam a partir de hábitos nocivos como alimentar-se com gordura saturada diariamente e não praticar exercícios físicos regularmente? Pois este foi o aprendizado que este ciclo saturnino ofereceu a todos nós.

Agora chegou a vez dos librianos, arianos, capricornianos e cancerianos. O ciclo de Saturno em Libra que começa agora com uma espécie de “alerta”, pois ele entrará em movimento retrógrado entre abril e julho de 2010 voltando aos últimos graus do signo de Virgem e, a partir de agosto de 2010 não haverão mais alertas ou avisos, ele entrará de sola em Libra atingindo, principalmente, aqueles que possuem os citados planetas pessoais neste signo, além de Áries, Câncer e Capricórnio. Por isto, antes de enfrentar crises, separações, perdas e mágoas durante os dois anos vindouros é melhor prevenir-se praticando o auto-conhecimento, avaliando a situação e seu comportamento mediante suas relações pessoais, sociais e familiares buscando o melhor aproveitamento que este ciclo evolutivo tem para dar.

Alguns astrólogos veem Saturno em Libra como positivo, “exaltado” na linguagem de alguns teóricos antigos. Eu acredito que, por mais que um astro tenha uma afinidade energética maior e mais harmônica com determinados signos, permitindo uma fluência no desenvolvimento dos assuntos relacionados aos dois, tudo tem seu lado positivo e negativo, conforme ensinam sabiamente as Leis de Hermes de Trimegistro em sua Tábua de Esmeralda (Princípio da Polaridade). Daí que, Saturno não é completamente negativo, nem Júpiter é absolutamente benéfico. Afinal, alguns aspectos de Júpiter podem nos deixar tão indolentes, confiando tão absolutamente em nossa sorte que podemos nos arriscar para muito além dos nossos limites, tomando atitudes ou decisões que poderão nos arruinar.

Saturno deve ser visto como um pai - ancião e taciturno -, mas muito experiente e sábio. Por ser velho, sabe que o tempo é implacável e não pode ser desperdiçado. Então, ele nos chama à razão: é hora de resolver a pendência de uma vez por todas, levar a sério um casamento ou uma relação, dissolvê-la se esgotadas todas as possibilidades ou se o gelo preencheu o vazio deixado pelo amor. Amadurecer, não ser impulsivo, leviano ou egoísta, nada de “lei de Gérson”, estamos compartilhando uma mesma cidade, país, uma mesma Terra, vamos respeitar uns aos outros se não for possível amar. Não é hora de resistirmos ao futuro, senão os laços com o passado são cortados à revelia, pois o tempo passa e não volta mais.

Saturno irá confrontar-se com Plutão em Capricórnio a partir do final de novembro de 2009, dando uma “folga” entre março e julho de 2010, quando em movimento retrógrado. Em agosto, o aspecto tenso entre os dois volta ao seu auge. Este aspecto propaga-se mundialmente e muitas parcerias e acordos de paz serão dissolvidos. A diplomacia entre nações estará francamente ameaçada, somente um novo modelo governamental aliado a novos valores menos capitalistas e mais humanos, igualitários e éticos poderão resolver crises evitando confrontos destrutivos. Sob um prisma mais pessoal, podemos e devemos transformar nossas atitudes e relações para com todos que nos cercam de uma maneira menos agressiva. Basta compreender o perfil do outros, suas necessidades, afinal também temos as nossas. Resolver as divergências sem confronto, buscando sempre cordialmente a Paz

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Fred Taylor, um dos principais especialistas em Vênus da University of Oxford, relatou que a misteriosa mancha branca que apareceu no planeta pode ser uma pluma vulcânica.

O fato, observado pela primeira vez por Frank Melillo, astrônomo amador de Holtsville, Nova York, em 19 de julho, foi confirmado por imagens recentes obtidas com a sonda européia Venus Express, que está orbitando o planeta.Taylor ainda não sabia da notícia, mas imediatamente sugeriu que essa mancha poderia indicar uma erupção vulcânica no planeta, que é chamado de ‘gêmeo maligno’ da Terra.

Algumas pessoas sugeriram que a posição da mancha ─ aproximadamente a 50º sul ─ estava fora da região de atividade vulcânica de Vênus. Mas Taylor acredita que os vulcões são encontrados em qualquer lugar do planeta e pode haver 1 milhão deles em Vênus.

Depois dessa conversa, Taylor analisou algumas imagens obtidas com a Venus Express antes da nova descoberta, que também mostram regiões brilhantes próximas dessa latitude sul. Segundo ele, essas regiões seriam ainda mais brilhantes se observadas mais perto das bordas do planeta.Ele também analisou o fenômeno com outros membros da equipe da Venus Express.

Dmitry Titov, do Instituto Max Planck, na Alemanha, observou que a mancha havia sido registrada pela sonda em 19 de julho. Além disso, avaliou o fenômeno como cerca de 30% mais brilhante que outras nuvens luminosas vistas naquela latitude, claramente um aspecto isolado e não uma extensão do brilho da calota polar.

Cientistas planetários avaliam que Vênus pode ter abrigado oceanos e ter sido muito parecido com a Terra; com oceanos, mas alguma coisa deixou o clima do planeta fora de controle e o transformou no inferno que é hoje.