sexta-feira, 31 de julho de 2009

ORION SUPER ESTRELA


Apesar de parecer fora de foco para nós, esta foto original tirada pelo telescópio VLT, do Observatório Europeu do Sul, é uma das mais nítidas já conseguidas da superestrela Betelgeuse, na constelação de Orion.

Astrônomos conseguiram desvendar como esta gigante, que é quase 1.000 vezes maior que o Sol, perde massa tão rápido - o equivalente ao nosso astro-rei, em apenas 10 mil anos. A culpa seria da movimentação dos gases na superfície vermelha da estrela

quinta-feira, 23 de julho de 2009

ÁGUA EM LUA DE SATURNO

Encontradas novas provas de que existe água em lua de Saturno

Da EfeEm Londres
Pesquisadores americanos descobriram novas provas da existência de água em estado líquido em Encélado, uma das luas de Saturno, segundo publica nesta quarta-feira a revista científica britânica "Nature"

.Os especialistas, do Southwest Research Institute de San Antonio (EUA), estudaram um dos gêiseres que regularmente emanam das fissuras próximas ao vulcânico pólo sul desse satélite natural de Saturno.

Encélado, uma das luas de Saturno


UOL CIÊNCIA E SAÚDE

Os cientistas detectaram amoníaco, vários componentes orgânicos e deutério, um isótopo estável do hidrogênio abundante nos oceanos da Terra.

O amoníaco, junto ao metanol e a sais achados nas colunas de fumaça nessa área vulcânica, atua como um anticongelante que permite à água permanecer em estado líquido sob a superfície gelada de Encélado a temperaturas de quase 100 graus centígrados abaixo de zero, explicam os pesquisadores.

Os especialistas acreditam que o anel "E" de Saturno é formado por gás e pó desprendido das colunas de fumaça da lua gelada."A presença de amoníaco nas colunas, junto à detecção de sódio e sais potássicos em partículas geladas do anel 'E' implica que o interior de Encélado pode conter alguma quantidade de água líquida", disse William Lewis, membro da equipe pesquisadora.Em junho passado, cientistas alemães e britânicos já divulgaram um estudo que sustenta que Encélado oculta sob a superfície de seu pólo sul um oceano salgado.

A equipe germano-britânica chegou a essa conclusão após examinar os gêiseres de vapor e gás e as minúsculas partículas de gelo lançadas do pólo sul da lua a centenas de quilômetros no espaço.A sonda "Cassini" descobriu os surpreendentes jatos em 2005 durante a exploração de Saturno.

sexta-feira, 3 de julho de 2009


Estrela gigante Betelgeuse está encolhendo misteriosamente

Agência Fapesp - 10/06/2009

O Nobel de Física Charles Townes e colegas calculam que a estrela supergigante vermelha perdeu 15% de seu tamanho nos últimos 15 anos. Nesta imagem foi feita no espectro ultravioleta, pelo Telescópio Espacial Hubble

A supergigante vermelha Betelgeuse, na constelação de Órion, é uma das estrelas mais brilhantes no céu sobre a Terra e tem um diâmetro estimado em mais de 900 vezes o do Sol. É tão imponente que se estivesse no centro do Sistema Solar se estenderia além da órbita de Júpiter. Sua luminosidade é 15.000 vezes superior à do Sol.

Nada é para sempre

Pelo menos era assim. Era, porque de acordo com um novo estudo feito na Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos, Betelgeuse está encolhendo. E muito rapidamente, tendo perdido 15% do tamanho nos últimos 15 anos.

A conclusão veio após um longo monitoramento feito com ajuda de um interferômetro de infravermelho instalado no topo do monte Wilson, na Califórnia, e foi apresentada nesta terça-feira (9/6) em Pasadena, durante reunião da Sociedade Astronômica Americana.

Segundo os astrônomos responsáveis pelo estudo, como o raio da supergigante vermelha é de cinco unidades astronômicas, ou cinco vezes o raio da órbita da Terra, o encolhimento no raio da estrela equivale à distância da órbita de Vênus. Betelgeuse está a aproximadamente 600 anos-luz da Terra.

Mudança perturbadora

"Ver essa mudança é algo perturbador. Estaremos vigiando a estrela cuidadosamente nos próximos anos para verificar se ela continuará a contrair ou se aumentará de tamanho novamente", disse Charles Townes, um dos autores da pesquisa, cujos resultados foram publicados no The Astrophysical Journal Letters.

Professor emérito de física da Universidade da Califórnia em Berkeley, Townes ganhou o prêmio Nobel de Física em 1964, pela contribuição no desenvolvimento do laser e do maser (laser em micro-ondas).

Mistérios do universo

O professor Charles Townes usa uma mangueira de jardim para limpar um dos vários espelhos do Interferômetro Espacial Infravermelho, mantido pela Universidade de Berkeley.[Cristina Ryan]

Apesar da diminuição em tamanho, os pesquisadores apontam que a luz visível, ou magnitude, que é monitorada regularmente, não apresentou queda significativa no mesmo período. Apesar de Townes e seu orientando, Ken Tatebe, terem observado há alguns anos um ponto brilhante e inusitado na superfície de Betelgeuse, a estrela continua sendo vista como uma esfera simétrica.

"Não sabemos por que a estrela está encolhendo. Considerando tudo o que sabemos sobre galáxias e o Universo distante, há ainda muitas coisas sobre as estrelas que simplesmente não conhecemos. Uma delas é o que acontece quando as gigantes vermelhas se aproximam do fim de suas vidas", disse Edward Wishnow, outro autor do estudo.

Mais brilhante do que a Lua

Alguns cientistas estimam que Betelgeuse poderá explodir e se tornar uma supernova em alguns milhares de anos. A explosão seria um espetáculo de dimensões tão grandes que a luz resultante seria mais brilhante do que a da Lua no céu noturno sobre a Terra.

Townes, que faz 94 anos em julho, disse pretender continuar monitorando Betelgeuse na esperança de encontrar um padrão para o encolhimento - ou a mudança de tamanho da estrela - e ajudar a melhorar as capacidades do interferômetro pela adição de um espectrômetro. "Onde quer que olhemos com mais precisão, encontraremos algumas surpresas e desvendaremos segredos fundamentais"

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Terremotos sempre estão associados a Plutão !!!


PLUTÃO PAROU E AGORA !!!


TERREMOTOS !!!


Sobe para 50 o número de vítimas de terremoto na Itália



Do UOL Notícias*Em São Paulo


Atualizado às 7h33Ao menos 50 pessoas morreram e dezenas continuam desaparecidas, segundo o ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, em decorrência do terremoto de 6,3 graus na escala Ritcher que atingiu a região central do país.


O epicentro do tremor, que ocorreu às 3h32 desta segunda (horário local), 22h32 de domingo (horário de Brasília), foi localizado a 68 quilômetros a oeste da cidade de Pescara e 95 km ao nordeste de Roma. O Instituto de Geofísica dos EUA afirma que a magnitude do tremor foi de 6,3 graus, no entanto, o Instituto Nacional de Geofísica da Itália diz que foi de 5,8 graus.


Alguns moradores da cidade de l'Aquila, a leste de Roma, na região montanhosa de Abruzzo, fugiram para as ruas na hora do tremor. A região foi a mais atingida pelo terremoto. De acordo com a imprensa local, diversos edifícios do centro histórico foram danificados e algumas residências desmoronaram, deixando dezenas de feridos e milhares de desabrigados. Segundo estimativas da Defesa Civil, encarregada de coordenar as operações de resgate, cerca de 50 mil pessoas estão desalojadas e estão sendo transferidas para hotéis e tendas de campanha.


"A situação é muito grave, porque o abalo afetou edifícios", disse Luca Spoletini, porta-voz do Departamento de Proteção Civil Nacional. Imagens de televisão mostraram as equipes de resgate socorrendo vítimas entre os escombros, muitas delas sangrando, que aguardavam para serem transferidas para os hospitais da região. Segundo a agência de notícias, ANSA, entre as vítimas na cidade de l'Aquila, estariam quatro crianças que foram atingidas no desmoronamento de suas casas. A cúpula de uma igreja na cidade desmoronou, além de sérios danos na catedral.


Moradores de diversas regiões da Itália, incluindo a capital Roma, que raramente é atingida por terremotos, sentiram o tremor. O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, cancelou viagem que faria a Moscou por causa do terremoto em l'Aquila para ir até a região atingida. A imprensa italiana diz que Berlusconi decretou estado de emergência, para liberar recursos para reconstrução."Eu acordei ao ouvir um barulho que parecia uma bomba", disse Angela Palumbo, 87, quando caminhava em uma rua de l'Aquila. "Nós conseguimos escapar enquanto as coisas caiam em torno da gente. Não me lembro nunca de ter visto nada assim na minha vida", disse.


Escombros espalhados por toda a cidade e nos municípios vizinhos, bloqueam estradas e impedindo equipes de salvamento. Muitos moradores tentam levantar escombros com suas próprias mãos, em uma busca por sobreviventes do terremoto.De acordo com a BBC Brasil, um especialista em física que mora em l´Áquila, na Itália, revelou hoje que havia alertado as autoridades locais, há algumas semanas, sobre a possibilidade de um terremoto "desastroso" na região.


"Há três dias estávamos vendo sinais fortes de terremoto", disse a jornais italianos Giampaolo Giuliani, técnico do Laboratório Nacional de Física e Astrofísica Gran Sasso. Segundo ele, o Instituto Italiano de Geofísica registrou cerca de 200 abalos sísmicos em Áquila nos últimos dois meses. No final de março, Giuliani disse às autoridades que a série de tremores registrados poderia ser o anúncio de um evento mais forte. Mas o técnico conta que foi acusado de "brincar com assuntos sérios" e que foi denunciado à polícia pela Prefeitura de Áquila por alarmar a população.l'Aquila é uma cidade medieval, situada num vale rodeado pelos montes Apeninos, e tem cerca de 70.000 habitantes. O último grande terremoto que atingiu a região central da Itália foi um de 5,4 graus, que atingiu a região de Molise em outubro de 2002, matando 28 pessoas, sendo 27 crianças que estavam em uma escola que desabou.*Com informações das agências Reuters, AFP, AP e EFE



sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Presença de metano em Marte pode ser sinal de vida, dizem cientistas


As partes vermelhas, na imagem, são as áreas com maior concentração de metano


Emissões esporádicas de metano foram detectadas em vários pontos do planeta Marte, o que pode indicar uma atividade geológica ou mesmo a possibilidade de processos biológicos, segundo estudo publicado nesta quinta-feira na "Science Express".


"Na Terra, os organismos vivos produzem mais de 90% do metano presente na atmosfera, e os 10% restantes têm origem geoquímica. Em Marte, o metano pode ser um sinal de uma coisa ou outra", explicam os autores do trabalho, que sairá na edição da revista americana Science desta sexta-feira.


O volume de emissões de metano observadas no planeta vermelho são comparáveis ao de sítios ativos da Terra, destaca o astrônomo Michael Mumma, principal autor do estudo e diretor do centro de astrobiologia do Goddard Space Flight Center, da Nasa, agência espacial americana.No entanto, "a origem dessas emissões de metano em Marte é um mistério", afirmam os cientistas, "e ainda não se chegou a um consenso".


As duas hipóteses - origem geoquímica ou biológica - são fundamentadas em fenômenos análogos conhecidos na Terra.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Os astrônomos não imaginavam que podia haver estrelas tão perto do buraco negro localizado no centro da Via Láctea

Os astrônomos encontraram estrelas jovens em partes da via láctea onde consideravam sua presença impossível, como nos limites do buraco negro situado no centro da galáxia, informou hoje a Associação Astronômica dos Estados Unidos."Literalmente avistamos estas estrelas no ato de suas formações", disse Elizabeth Humphreys, do Centro Smithsonian-Harvard para Astrofísica, durante uma apresentação na reunião da associação em Long Beach, na Califórnia.

Os astrônomos não imaginavam que podia haver estrelas tão perto do buraco negro localizado no centro da Via Láctea

O centro da Via Láctea está sujeito a enormes forças gravitacionais movidas por um buraco negro cuja massa é 4 milhões de vezes maior do que a do Sol.Esses puxões de gravidade deveriam desagregar as nuvens de moléculas em que surgem as estrelas.No entanto, os astrônomos de Harvard-Smithsonian e do Instituto Max Planck para Radioastronomia, que empregaram o radiotelescópio interferométrico de 27 antenas de Socorro, no estado do Novo México, identificaram duas proto-estrelas localizadas a poucos anos luz do centro galáctico.

"Seu descobrimento mostra que as estrelas, de fato, podem se formar muito perto do buraco negro no centro da Via Láctea", assinalou Humphreys na apresentação.Essa é uma região misteriosa, oculta à pesquisa humana pelo pó e o gás espaciais.A luz visível não escapa do buraco e por isso os astrônomos devem usar outras freqüências como luz infravermelha e o rádio, que podem penetrar mais facilmente a nuvem de gás e pó cósmico.Humphreys e seus colegas buscaram os sinais de rádio que indicam a presença das proto-estrelas ainda envolvidas em suas "cápsulas" de nascimento, e encontraram duas delas localizadas a distâncias entre sete e dez anos luz de distância do centro galáctico.

Combinadas com outra proto-estrela identificada anteriormente, os três exemplos mostram que há formação de estrelas perto do núcleo da Via Láctea.Estas descobertas indicam que o gás molecular no centro da galáxia deve ser mais denso do que o calculado até agora.Uma densidade mais alta facilitaria a gravidade de uma nuvem molecular a superar a atração exercida pelo buraco negro, permitindo não só a ela se manter agregada, mas também a se aglomerar para formar estrelas novas